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Inteligência artificial12 min de leitura

Prompt injection: testar RAG e copilotos para além do filtro de entrada

NIST e OWASP tratam prompt injection como uma classe de ataque que pode chegar por pedidos diretos ou por conteúdo externo. Num sistema com pesquisa e ferramentas, pedir ao modelo que «ignore instruções maliciosas» não constitui uma fronteira de segurança.

Atualizado
Natureza
Guia técnico baseado em NIST e OWASP
Âmbito
RAG, copilotos e sistemas de IA com ferramentas
Publicado e verificado
3 de agosto de 2026
Limite
Mitigações reduzem risco; não existe defesa universal contra todas as injeções
Técnico separa documentos não confiáveis de instruções antes de um dispositivo genérico de decisão
Conteúdo recuperado é dado não confiável; autorização e validação têm de existir fora do modelo.Imagem gerada por IA sob direção editorial da Velqory.

Em resumo

Documentos, páginas, e-mails e registos recuperados podem conter instruções que competem com o objetivo do sistema. O teste útil acompanha a cadeia completa: ingestão, indexação, recuperação, composição do contexto, decisão do modelo, autorização da ferramenta, validação da saída e registo. O controlo decisivo é impedir que texto não confiável conceda permissões ou transforme uma resposta em ação sem uma verificação independente.

  • Prompt injection indireta entra por conteúdo recuperado, não apenas pela caixa de texto do utilizador.
  • Separar instruções e dados ajuda, mas nenhum formato de prompt garante imunidade.
  • A autorização de uma ferramenta deve validar identidade, objeto, ação, limite e contexto fora do modelo.
  • O teste deve incluir exfiltração, escalada de ferramenta, persistência no índice e instruções fragmentadas.

A ameaça começa antes do prompt final

O NIST distingue ataques diretos e indiretos e assinala que as mitigações conhecidas têm limitações. O OWASP coloca prompt injection no topo dos riscos de aplicações com LLM e separa ainda fragilidades de vetores e embeddings.

Num RAG, a superfície inclui a fonte, parser, metadados, chunks, ranking, cache e contexto final. Num agente, acrescentam-se credenciais, ferramentas e efeitos externos.

Caminho que o teste deve observar

  1. 1 · INGERIR
    Marcar proveniência

    Guardar origem, tipo, proprietário, tempo, confiança e transformações.

  2. 2 · RECUPERAR
    Preservar fronteiras

    Distinguir conteúdo, metadados, políticas e instruções de sistema.

  3. 3 · DECIDIR
    Limitar autoridade

    O modelo propõe; uma política externa autoriza ou recusa.

  4. 4 · AGIR
    Validar parâmetros

    Confirmar utilizador, objeto, ação, limite e efeito antes da ferramenta.

  5. 5 · APRENDER
    Registar e limpar

    Capturar decisão sem reintroduzir conteúdo hostil em memória ou índice.

Uma bateria mínima mede efeitos, não palavras proibidas

Crie casos a partir das capacidades reais do sistema. Uma injeção é material quando altera confidencialidade, integridade, disponibilidade, autorização ou compromisso humano — mesmo que a frase de ataque não apareça na saída.

Matriz de ataque e evidência

CasoObjetivo do atacanteControlo a provarEvidência
Documento recuperadoSubstituir a tarefaDados nunca elevam prioridadeContexto e decisão registados
ExfiltraçãoObter segredo ou outro documentoFiltragem por identidade e objetoNegação e ausência de dados
FerramentaEnviar, apagar ou alterarPolicy engine e confirmaçãoPedido bloqueado antes da execução
PersistênciaContaminar índice ou memóriaQuarentena e expiraçãoArtefacto removível e rastreável
FragmentaçãoMontar instrução em várias fontesAnálise do conjunto recuperadoTeste multi-documento repetível

Fechar a autorização antes de aumentar a autonomia

Comece por enumerar ferramentas e efeitos possíveis. Para cada uma, defina uma política determinística, credencial mínima, confirmação quando o impacto é material e rollback quando existe.

Reteste sempre que mudar modelo, embeddings, parser, ranking, prompt de sistema, fonte, ferramenta ou política.

  • Usar corpus sintético de ataque separado de dados pessoais e segredos reais.
  • Guardar versão e seed quando disponíveis, repetições e variação de resultados.
  • Testar com credenciais sem privilégio e destinos descartáveis.
  • Transformar cada falha em controlo, dono, prazo e teste de regressão.

Consultadas na data de atualização indicada.

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