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Regulação11 min de leitura

Data Act: preparar a saída da cloud antes de desaparecer a taxa de switching

A partir de 12 de janeiro de 2027, os prestadores abrangidos não podem cobrar ao cliente taxas pelo processo de mudança. Isso não torna aplicações portáveis por magia: contratos, formatos, interfaces, dependências e testes precisam de estar prontos antes do pedido de saída.

Atualizado
Natureza
Regulamento da União Europeia diretamente aplicável
Âmbito
Serviços de tratamento de dados, incluindo cloud e edge, sujeitos ao capítulo VI
Publicado e verificado
3 de agosto de 2026
Atenção
Confirmar escopo, contrato, exceções e alterações legislativas com assessoria jurídica
Engenheiros ensaiam a transferência de módulos genéricos entre duas estruturas de infraestrutura sem marcas
Eliminar a taxa de saída não elimina dependências técnicas; o plano precisa de dados, ativos, prazo e prova de funcionamento.Imagem gerada por IA sob direção editorial da Velqory.

Em resumo

O capítulo VI do Data Act obriga prestadores de serviços de tratamento de dados a remover obstáculos à mudança, incluir direitos e prazos contratuais, dar informação sobre procedimentos e formatos e apoiar continuidade. A proibição futura das taxas de switching inclui egress necessário ao processo, mas não apaga tarifas normais, penalizações proporcionais de contratos a termo nem serviços adicionais pedidos pelo cliente. O trabalho do comprador é separar direito contratual de capacidade técnica e ensaiar uma saída verificável.

  • As regras de switching aplicam-se desde 12 de setembro de 2025; a proibição de taxas começa a 12 de janeiro de 2027.
  • O contrato deve identificar dados exportáveis, ativos digitais, prazo de transição, assistência, eliminação e continuidade.
  • Equivalência funcional é um objetivo com limites; não obriga o fornecedor de origem a reconstruir o serviço no destino.
  • Um teste de saída deve medir completude, integridade, tempo, custo residual e funcionamento no destino.

O que muda e o que não muda em janeiro

O Data Act está aplicável desde 12 de setembro de 2025. Entre a entrada em vigor e 12 de janeiro de 2027 podem existir taxas reduzidas limitadas aos custos diretamente ligados à mudança; depois dessa data, o prestador não pode impor switching charges.

Tarifas normais do serviço e certas penalizações proporcionais de término antecipado não se transformam automaticamente em taxas proibidas. Serviços adicionais fora das obrigações podem ser cobrados quando pedidos e acordados previamente.

Calendário operacional

  1. AGORA
    Inventariar contratos

    Identificar serviço, prazo, saída, egress, assistência, eliminação e restrições.

  2. 30 DIAS
    Executar teste mínimo

    Exportar uma amostra e reconstruir um fluxo crítico num destino controlado.

  3. Q4 2026
    Negociar lacunas

    Fechar formatos, interfaces, calendário, segurança e responsabilidades.

  4. Proibição de taxas

    Separar custos proibidos, tarifas normais e adicionais expressamente solicitados.

  5. CONTÍNUO
    Retestar mudanças

    Nova dependência ou volume exige nova medição de saída.

O teste tem de provar portabilidade e continuidade

Escolha um serviço material e execute o percurso completo com uma janela, responsáveis e critérios de aceitação. Um ficheiro descarregado não prova que dados, metadados, configurações e dependências funcionam no destino.

Dossier mínimo de switching

ObjetoPerguntaProva
Dados exportáveisO que sai e em que formato?Manifesto, esquema, volume e hash
Ativos digitaisQue configurações e elementos são necessários?Inventário versionado e dependências
InterfacesComo automatizar transferência e validação?Documentação e teste de API
ContinuidadeQuanto tempo e que indisponibilidade?Ensaio com RTO/RPO medidos
EliminaçãoQuando e como cessa a retenção?Confirmação e exceções justificadas

Negociar o contrato e reduzir o acoplamento ao mesmo tempo

Use as cláusulas contratuais-modelo não vinculativas da Comissão como ponto de comparação, adaptando-as ao serviço e ao direito aplicável.

Mantenha um registo de funcionalidades proprietárias: valor que entregam, dependência criada, alternativa, custo de substituição e decisão de aceitação.

  • Atribuir um dono de saída por serviço material.
  • Exigir registo online atualizado de estruturas, formatos e especificações.
  • Separar recuperação de desastre, mudança de prestador e terminação: são testes diferentes.
  • Guardar resultados, falhas, tempos, volumes, custos e decisão residual.

Consultadas na data de atualização indicada.

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