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Sistemas digitais10 min de leitura

OpenTelemetry Demo 3.0 observa agentes — copie os padrões, não a topologia

A nova demo junta agente ReAct, MCP, profiling e OpAMP e altera atributos `app.*` para `demo.*`. É uma referência viva, não uma blueprint pronta para produção.

Atualizado
Natureza
Atualização de projeto open source com leitura operacional
Release
Demo 3.0 descrita em 28 de julho de 2026
Âmbito
Equipas que usam ou adaptam OpenTelemetry Demo e semconv GenAI
Limite
A demo não estabelece arquitetura de produção nem política de privacidade
Modelo transparente de observabilidade alimenta quatro sinais ao lado de uma instalação de produção separada
Uma referência mostra padrões; produção exige contratos próprios de dados, cardinalidade, privacidade e operação.Imagem gerada por IA sob direção editorial da Velqory.

Em resumo

A OpenTelemetry descreve a versão 3.0 como uma quebra intencional: renomeia atributos, muda ficheiros de Compose, adiciona uma stack agentic observável, profiling contínuo, OpAMP e testes. O valor está em estudar correlação de traces, métricas, logs e profiles. Em produção, cada atributo, payload de ferramenta, prompt, token e identificador precisa de revisão de necessidade, cardinalidade, custo, privacidade e retenção.

  • Trate `app.*` → `demo.*` como uma migração de schema que quebra dashboards e queries.
  • Use a demo para validar instrumentação, não para herdar credenciais, singletons ou defaults operacionais.
  • Defina quais argumentos e respostas de ferramentas podem ser recolhidos; opt-in não significa seguro.
  • Teste sampling com falhas raras, loops de agente e correlação ponta a ponta antes de reduzir volume.

A quebra mais imediata está no contrato de atributos

Todos os atributos customizados passaram de `app.*` para `demo.*`, o que quebra dashboards e queries existentes. A release adiciona serviços de agente, MCP e backend, além de profiling e OpAMP. A própria equipa chama ao projeto uma implementação de referência viva.

A instrumentação agentic pode observar escolha de ferramenta, latência, tokens e fluxo, mas argumentos e respostas podem conter dados pessoais, segredos ou conteúdo de clientes. A semantic convention define nomes; não decide o que a sua organização deve recolher.

Adotar sem copiar cegamente

  1. INVENTÁRIO
    Dependências da demo

    Forks, dashboards, queries e instruções com nomes antigos são localizados.

  2. CONTRATO
    Schema próprio

    Atributos permitidos, cardinalidade, redaction e retenção são aprovados.

  3. CARGA
    Sinais sob stress

    Sampling, buffers, perda e custos são testados com falhas.

  4. PRODUÇÃO
    Topologia operável

    HA, acesso, upgrades e incidentes pertencem à arquitetura real.

Passe cada sinal por um gate de utilidade e risco

Para cada campo, indique a pergunta operacional que responde. Se um prompt completo não suporta um alerta, debug ou auditoria autorizada, não o recolha por defeito. Prefira identificadores correlacionáveis, categorias e hashes quando o conteúdo bruto não é necessário.

Cardinalidade e sampling precisam de testes. IDs ilimitados em métricas podem explodir custo; head sampling pode perder o erro raro; tail sampling precisa de memória e tempo. Construa decisões por sinal e cenário, não um switch global de telemetria.

Contrato de telemetria

SinalPerguntaRiscoGate
TraceOnde o fluxo falhou?Payload sensívelRedaction e acesso
MétricaO SLO degrada?CardinalidadeBudget por label
LogQue evento ocorreu?Segredos/PIISchema e retenção
ProfileOnde consome recursos?OverheadAmostragem
ConfigQue Collector corre?Alteração remotaAuth e rollout

Migre o fork como schema e use a demo para testes de contrato

Crie compatibilidade temporária ou atualize queries e dashboards de forma atómica para a renomeação. Execute os testes da demo, mas acrescente casos do seu pipeline: falha de exporter, Collector indisponível, tool loop, payload sensível e cardinalidade adversarial.

Documente que componentes são apenas laboratório. A produção precisa de owner, SLO, autenticação, segregação, backup de configuração e rollback. Uma demo a funcionar não prova capacidade nem conformidade.

  • Não armazenar prompts e argumentos completos por defeito.
  • Não usar métricas com IDs de alta cardinalidade.
  • Não copiar um Collector único para produção crítica.
  • Não mudar nomes sem inventário de consumidores downstream.

Consultadas na data de atualização indicada.

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