Edição de 04/10: o system prompt não é um cofre de segredos
Tornar uma instrução mais difícil de extrair não resolve uma credencial colocada no contexto. A correção começa por retirar o segredo e provar o controlo fora do modelo.
- Dia recuperado
- 2026-10-04
- Publicação real
- 2026-10-05
- Autoria
- Redação Velqory
- Verificação
- 05/10/2026 · Europe/Lisbon
- Natureza
- Análise retrospetiva publicada a 5 de outubro; não representa publicação original nessa data. Planos e cenários são propostas editoriais originais não testadas, não experiência interna.
- Revisão
- Rever antes de mudar ferramentas, montagem do contexto ou origem dos segredos; verificar novamente a consulta autorizada.

Em resumo
Plano de remediação para um assistente de consultas: inventário do contexto, credenciais fora do modelo, autorização independente e ensaio com marcadores sintéticos.
- Retire credenciais do contexto em vez de esconder melhor o prompt.
- Verifique permissões na ferramenta antes de devolver dados.
- Declare limites de cópias históricas e tratamento da credencial anterior.
O problema não é só a frase que se revela
Uma PME tem um assistente que consulta informações de encomendas. Durante uma revisão, a equipa encontra uma credencial na instrução de sistema e uma regra textual que diz quem pode ver cada cliente. Escolhemos este cenário hipotético para uma pergunta prática: o que corrigir antes de voltar a permitir consultas?
Propomos separar informação necessária para orientar a resposta, segredos usados pela aplicação e decisões de acesso. Uma instrução pode explicar a tarefa sem carregar a credencial. Uma função pode consultar dados sem aceitar que o modelo determine a identidade autorizada. Esconder melhor a mesma frase não será o nosso critério de remediação.
A posição da OWASP
OWASP LLM07 afirma que o system prompt não deve ser tratado como segredo nem usado como controlo de segurança. LLM02 alerta que restrições no prompt podem ser contornadas. LLM06 recomenda autorização nos sistemas a jusante. São orientações técnicas; não relatam uma fuga ocorrida nesta PME.
Primeiro, descobrir o que entra no contexto
O plano original começa por inventariar instruções, configurações, exemplos de ferramentas e mensagens de erro enviados ao modelo. O responsável da aplicação descreve cada origem e o dono da credencial identifica o que não pode ali permanecer. A revisão não deve copiar valores reais para um novo dossier ou para um chat de suporte.
Se houver possibilidade de exposição de uma credencial real, propomos seguir o processo autorizado de revogação ou rotação e identificar dependências antes da retoma. Não afirmamos que retirar o texto elimine uma exposição anterior. Registos, conversas armazenadas e cópias de configuração precisam de tratamento separado, com limites e responsáveis.
Depois, corrigir a consulta autorizada
No desenho proposto, a aplicação guarda e utiliza a credencial sem a incluir no contexto. O modelo recebe apenas a descrição da operação e parâmetros não secretos necessários à tarefa. O serviço de consulta verifica identidade, âmbito do cliente e operação permitida antes de devolver informação.
O cenário de falha pede ao assistente para consultar outro cliente por um identificador diferente. A pessoa de teste não precisa de conhecer o prompt original. O resultado esperado é recusa na ferramenta, com registo mínimo da decisão. Uma resposta educada de recusa não passa se o serviço já tiver devolvido dados que a identidade não podia receber.
Três provas de remediação
Esta matriz não demonstra uma correção já executada. Propomos substituir segredos por marcadores sintéticos no ambiente de ensaio e verificar onde aparecem. O objetivo é localizar cópias indevidas e observar a autorização, não publicar prompts ou chaves reais para mostrar que a equipa investigou.
Segredos e acesso fora do modelo
Proposta operacional original da Velqory, não testada. Falhar um critério impede avançar no âmbito descrito.
| Ação / âmbito | Responsável | Evidência | Passa / falha |
|---|---|---|---|
| Retirar segredo do contexto | Dono da aplicação | Inventário e percurso de marcador sintético | Passa sem cópia no contexto; falha se reentra por erro |
| Tratar credencial anterior | Dono da credencial | Decisão autorizada e dependências verificadas | Passa com tratamento documentado; falha se remoção é chamada contenção completa |
| Verificar cliente permitido | Responsável da ferramenta | Consultas permitida e recusada, antes da resposta | Passa com recusa na origem; falha se modelo apenas omite dados |
A retoma não depende de obfuscação
Antes da retoma, o dono da aplicação reúne inventário revisto, teste de consulta permitida e teste de consulta recusada. O dono da credencial confirma o tratamento aplicável à credencial anterior sem divulgar o valor. A equipa mantém explícito o que não conseguiu verificar, sobretudo cópias históricas.
Para uma PME portuguesa, o resultado útil é uma aplicação que continua a limitar acesso mesmo quando as instruções deixam de ser confidenciais. Reveremos o plano quando mudar a ferramenta, a montagem do contexto ou a origem dos segredos. Não propomos uma promessa de prompt impossível de extrair: propomos retirar dele aquilo cuja divulgação ou interpretação não pode decidir a segurança do serviço.
Fontes consultadas
Consultadas na data de atualização indicada.
Abre numa nova janela.Participar
Partilhe a análise. Acrescente contexto.
Divulgue a matéria no seu canal ou deixe uma observação ligada ao tema.

Comentários
A carregar a conversa.